Semana 1
A Ferrari lançou seu primeiro veículo 100% elétrico, o Luce — um grand tourer de quatro portas, US$ 640 mil e mais de 1.000 cavalos —, gerando forte reação entre fãs puristas e queda de ~6% na ação no dia do lançamento. Apesar das críticas ao design externo, o destaque positivo foi o interior, com interface desenhada pelo estúdio LoveFrom, de Jony Ive, trazendo um nível de sofisticação incomum ao segmento.
Michael Cembalest argumenta que o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, enfrentará um dilema difícil: os indicadores atuais de inflação — commodities, preços ao produtor e cadeias de suprimentos — sugeririam juros mais altos, enquanto a Casa Branca pressiona por cortes. O texto também aborda o avanço da China em capacidade computacional para IA e faz uma crítica aos mercados de previsão.
Hempton apresenta uma tese short detalhada sobre BMY, centrada em um grande vencimento de patentes que ameaça mais de 50% das receitas até 2030 — Eliquis, Opdivo e Revlimid —, US$ 46 bilhões em dívida e um pipeline de aquisições que, na visão dele, não será suficiente para compensar essa perda.
Philippe Laffont e o time da Coatue argumentam que estamos entrando em um “Agentic Big Bang”: uma mudança estrutural em que agentes autônomos de IA reduzem o gargalo humano e paralelizam o trabalho em 10–100x. O framework central é que o mercado vem premiando vendedores de escassez — compute, energia e infraestrutura — e penalizando os compradores dela.
Dan Loeb reconstrói a evolução da Third Point, desde suas raízes em ativismo event-driven até se tornar uma plataforma multi-estratégia de US$ 25 bilhões, com atuação em ações, crédito e venture capital — e explica por que, mesmo após a forte alta ligada à IA, o trade ainda parece atrativo.